quinta-feira, 22 de outubro de 2009

JESUS CRISTO, A MAIS SUBLIME EXPRESSÃO DE AMOR E HUMILDADE

JESUS CRISTO, A MAIS SUBLIME EXPRESSÃO DE AMOR E HUMILDADE subsídio para a lição 4 da ebd, dia 25 de Outubro de 2009, para http://www.ebditaquerao.blogspot.com/

Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” João 13.15

Quando falamos em Jesus Cristo, falamos de suas sábias palavras, ou de suas obras extraordinárias, seus poderosos feitos e milagres. Pregadores enfatizam sobre o que ele pode fazer por nós, sobre o seu poder e desejo de abençoar. Entretanto, quão negligenciado tem sido o ensino sobre a humildade e amor de Jesus! Isto é a essência do evangelho, aliás, devido ao amor e humildade que há em Jesus Cristo, é que existe evangelho!

Refletindo no amor e humildade de Jesus, vemos que cada um de nós deve fazer uma reflexão sobre nossa caminhada cristã: “EU, semelhante a Jesus, sou amoroso e humilde?”

I-O QUE A PALAVRA DE DEUS MOSTRA SOBRE A QUALIDADE DO AMOR DE JESUS CRISTO:

A base do evangelho é o amor de Deus pelo mundo. O amor de Deus é a base de todo amor:

Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

“Mas Deus mostra seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

Esta é a grande verdade do evangelho: Que sendo nós pecadores contra o Santo Deus, ele enviou seu Filho Jesus Cristo, para que fossemos por ele salvos, não condenados eternamente, e agora “Deus não tendo em conta o tempo da ignorância, anuncia agora a todos os homens que se arrependam, por quanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou, e isto deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.” (Atos 17.30,31).

“Deus estava em Cristo reconciliando o mundo, não lhes imputando seus pecados...” (2 Co 5.19).

Entrega, autonegação, perdão, reconciliação, tudo está relacionado ao amor de Jesus Cristo por nós. Vemos isso em sua vida e ministério, entretanto, a cruz é a expressão máxima deste amor pela humanidade; Nela o Senhor diz: “eu te amo”, “desejo perdoar-te”, “ser teu Pai” (João 1.12). Quão insondável e extenso é esse amor!

II-ESSE AMOR DE JESUS CRISTO DEVE SER EXPRESSO NA VIDA DE SEUS DISCÍPULOS:

“Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. (...) E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em caridade está em Deus, e Deus nele”.(1 João 5.11,16)

“Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13.34,35)

O que tem de novo neste mandamento? Levítico 19.18 já não dizia: “mas amarás o teu próximo como a ti mesmo”? A diferença é essa: Levítico diz: “Como a ti mesmo”; Jesus diz “do mesmo modo que eu vos amei”. Humanamente falando isto é impossível, mas Jesus nos dá um novo espírito, através do Espírito Santo, tornando isso possível. (Ez 36.26; 37.14; Jr 31.32-33).

Amando como ele amou, todos conhecerão que somos discípulos de Jesus. É isso que ele espera de nós. Isso inclui também a nossa prática de perdoar. É esse o ensino fundamental em Mateus 18.23-35.

Que cada um de nós possa expressar este amor!

III-UMA PROFUNDA LIÇÃO DE AMOR E HUMILDADE DADA POR JESUS AOS SEUS DISCÍPULOS, UM POUCO ANTES DA PRISÃO E DA CRUZ:

“Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez a mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito?”(João 13.12).

Esse episódio em que Jesus lava os pés de seus discípulos, ocorre antes da refeição da Páscoa. João nos convida a ver o ato do lava-pés como uma antecipação do próprio ato da cruz, em que Jesus morre como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29).

João, antes de prosseguir com a narrativa, assegura que seus leitores entendam a força da expressão do caráter do amor de Jesus, confirmados neste episódio. Os discípulos cujos pés ele estava para lavar incluía Judas Iscariotes, filho de Simão, cuja traição já havia sido concebida. (João 13.2).

A tarefa de lavar os pés era uma tarefa normalmente reservada para os servos inferiores. Alguns judeus insistiam que não se deviam insistir de escravos judeus que lavassem os pés uns dos outros, devendo ser reservados apenas para mulheres, escraos gentios, crianças e discípulos. Portanto, são compreensíveis a relutância e espanto dos discípulos neste ato de Jesus, porém sua lição neste episódio é tríplice:

  1. É uma demonstração de amor (v.1)
  2. É um símbolo de purificação salvadora (vv.6-9)
  3. Um modelo de conduta cristã (vv. 12-17). Não o ritual de lavar os pés, mas a essência de seu ensino, conforme explanado nas demais epístolas do N. T.

“Podemos imaginar os discípulos reclinado-se sobre suas esteiras finas ao redor de uma mesa baixa. Cada um apoiando-se sobre o braço, geralmente o esquerdo; os pés espalhados da mesa para fora. Jesus levantou-se da sua esteira. Os detalhes são reveladores: Jesus tirou a sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura- adotando assim, as vestes de um criado doméstico, vestes que eram desprezadas, tanto em círculos judaicos quanto gentios (SB 2.557; Suetônio, Calígula, 26). Assim, ele começou a lavar os pés de seus discípulos, demonstrando, dessa forma, a sua declaração: “eu estou entre vocês como quem serve” (Lc 22.27; Mc 10.45). Aquele que ”embora sendo Deus (...) esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo” (Fp 2.6, 7). De fato, ele “foi obediente até a morte e moste de cruz!” (Fp. 2.8). O inigualável auto-esvaziamento do Filho eterno, da palavra eterna, alcança seu ápice nja cruz. Isso não significa que a Palavra mude da forma de Deus para a forma de um servo; significa, ao contrário, que ele de tal forma veste nossa carne e vai de olhos bem abertos para a cruz que sua divindade é revelada em nossa carne, supremamente, no momento da maior fraqueza, do maior serviço”.[1]

Que cada um de nós, seguidores de Jesus Cristo, possa verdadeiramente, através de nossas vidas expressar este amor de Deus em Cristo.

Bons estudos.
Ev. Alan G. de Sá
http://www.manejandobemapalavradaverdade.blogspot.com/

BIBLIOGRAFIA

BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, CPAD.
STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento. Ed. Atos
Dicionário Wycllife. CPAD
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Ed. Hagnos



[1] CARSON, D. A. O Comentário de João. Ed. Sheed. P.463

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